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Periquito 2026: 100% de aproveitamento do Honda, com 2 ouros e 2 pratas

Periquito 2026: 100% de aproveitamento do Honda, com 2 ouros e 2 pratas

O Judô Honda inscreveu quatro atletas no 55º Torneio Periquito, em São Paulo, e os quatro medalharam: 100% de aproveitamento, com dois ouros (Heitor Pereira Lopes da Silva no Sub-11 +60 kg e Lídia Sayuri no Sub-13 -48 kg) e duas pratas (Lorenzzo, na final contra o irmão gêmeo, e Davi Luis Catarina no Sub-13 -66 kg).

15 de agosto de 2026 ·Judô Honda Indaiatuba ·7 min de leitura
Periquito 2026: 100% de aproveitamento do Honda, com 2 ouros e 2 pratas

O Judô Honda Indaiatuba levou quatro atletas ao 55º Torneio Periquito de Judô, neste sábado, 15 de agosto de 2026, no Ginásio Palestra Itália, em São Paulo, e trouxe quatro medalhas: dois ouros e duas pratas.

Quatro inscritos, quatro no pódio. 100% de aproveitamento para o trabalho do Sensei Sergio Honda, que preparou e dirigiu os quatro no canto do tatame.

E teve uma final que o dojô não vai esquecer tão cedo: irmão contra irmão, os gêmeos Heitor e Lorenzzo, decidindo o Sub-11.

Heitor e Lorenzzo Pereira Lopes da Silva no pódio do Sub-11 +60 kg do Torneio Periquito, segurando a bandeira do Judô Honda Indaiatuba

O pódio do Sub-11 +60 kg: Heitor no primeiro degrau, Lorenzzo no segundo, e a bandeira do Judô Honda Indaiatuba entre os dois.

Os resultados

Ouro

Prata

100% de aproveitamento

Vale isolar o número, porque ele não é comum: o Honda inscreveu quatro atletas e os quatro subiram ao pódio, dois no lugar mais alto. Nenhum voltou de mãos vazias.

Aproveitamento total em torneio da capital, com chave cheia e clubes grandes de São Paulo em quase todas as categorias, mede duas coisas ao mesmo tempo: o preparo de cada atleta e a leitura de quem os inscreveu. Escalar bem é parte do trabalho técnico, e o Sensei Sergio Honda acertou nas quatro escolhas, além de dirigir cada um deles no canto durante o torneio inteiro.

A final entre gêmeos

No Sub-11 +60 kg, a chave tinha três atletas, e dois deles eram do Honda. Heitor e Lorenzzo passaram pelo mesmo caminho e se encontraram na decisão. Deu Heitor, com o Lorenzzo ficando com a prata. O bronze foi de Fabricio Benedito Estacio Martins.

Não é uma situação simples, nem para os atletas nem para o canto. Os dois treinam juntos todos os dias, conhecem cada entrada e cada pegada um do outro, e num torneio nesse formato acabam tendo que resolver no tatame o que resolvem no randori a semana inteira. O resultado sai, a medalha muda de cor, e no domingo os dois voltam a treinar juntos como se nada tivesse acontecido.

Para o dojô, o significado é outro: significa que a base tem dois atletas do mesmo nível na mesma categoria, o que é raro em torneio estadual, e que os dois estão à frente do grupo em que competem.

A Lídia e os 100% de pódio na temporada

No Sub-13 feminino -48 kg, a categoria com 11 atletas, a Lídia Sayuri foi ao ouro outra vez. Depois do título brasileiro em Macapá, ela volta ao circuito paulista e mantém o desempenho: entrou na chave, venceu suas lutas e fechou o dia no lugar mais alto do pódio.

Com este resultado, a temporada dela em 2026 chega a 15 competições oficiais, com 13 ouros, 1 prata e 1 bronze. Ou seja: pódio em 100% dos torneios que disputou no ano.

Invicta ela não está, e vale dizer com todas as letras, porque derrota também faz parte da formação. Foram duas no ano inteiro: a final da seletiva do Brasileiro, que rendeu a prata, e a primeira luta do Campeonato Brasileiro Região V, de onde ela voltou pela repescagem até o bronze. Duas derrotas, dois pódios mesmo assim. É esse o detalhe que diz mais sobre a atleta do que a sequência de ouros: nas duas vezes em que perdeu, ela voltou ao tatame e terminou o dia medalhando.

A prata ficou com Sophia Freitas, e os bronzes com Ludmyla Gomes e Yzadora Nunes.

Lídia Sayuri Tsuji Palma no alto do pódio do Sub-13 feminino -48 kg do 55º Torneio Periquito de Judô, com a medalha de ouro

Mais um lugar mais alto do pódio para a campeã brasileira da categoria.

Sensei Sergio Honda ao lado de Lídia Sayuri, que mostra a medalha de ouro do 55º Torneio Periquito de Judô

O sensei e a atleta com a medalha do Periquito. A mesma cena se repete há anos, mudando só o nome do torneio.

Vale lembrar do que ela tem pela frente: o Meeting Interestadual, em novembro, para o qual já está classificada como campeã paulista, e o Pan-Americano em Cancún, nos dias 28 e 29 de novembro. Cada torneio até lá é preparação para o compromisso internacional.

O Davi Catarina no pódio do Sub-13

No Sub-13 masculino -66 kg, o Davi Luis Catarina chegou à final e ficou com a prata, superado por Eduardo Ferreira de Oliveira. Os bronzes foram de Lucas Baleeiro e Luiz Neto.

Davi Luis Catarina no pódio do Sub-13 masculino -66 kg do Torneio Periquito, com a medalha de prata e a bandeira do Judô Honda Indaiatuba

Davi Catarina no segundo degrau do pódio, com a bandeira do dojô.

É o tipo de resultado que marca a virada de um atleta. O Davi Catarina apareceu neste site em julho competindo em torneio regional, no Vila Josefina, em Franco da Rocha. Um mês depois, está numa final de torneio tradicional da capital, na categoria mais pesada do Sub-13. É exatamente o caminho que o Sensei Sergio Honda descreveu antes do Brasileiro, quando citou os atletas que estavam batendo na porta.

Entre uma luta e outra

Competição de base não é só o tempo dentro do tatame. Entre a pesagem, a chamada e a luta seguinte, sobram horas de espera num ginásio cheio, e é aí que aparece a parte que ninguém filma: a criançada matando tempo junto.

Heitor e Lorenzzo Pereira Lopes da Silva em frente ao escudo do Palmeiras, na entrada do Ginásio Palestra Itália, um deles com a medalha de ouro no peito

Os gêmeos na entrada do Palestra Itália, com o ouro já garantido.

Atletas do Judô Honda se divertindo em um jogo de basquete de arcade no ginásio, entre as lutas do Torneio Periquito

Na espera entre as lutas, o basquete de arcade do ginásio virou a atração.

Meia hora antes eles estavam decidindo uma final um contra o outro. Depois da premiação, voltaram a ser dois irmãos de onze anos disputando cesta em jogo de fliperama. É exatamente isso que o judô de base deve ser nessa idade: sério dentro do tatame, leve fora dele.

Sobre o Periquito

O Torneio Periquito de Judô é uma das competições mais antigas do calendário paulista, na 55ª edição. É organizado pela Federação Paulista de Judô em parceria com a Sociedade Esportiva Palmeiras, no Ginásio Palestra Itália, em Perdizes, e reúne desde o Sub-11 até o adulto, com chaves cheias em quase todas as categorias.

Vista do ginásio do Palestra Itália durante o 55º Torneio Periquito de Judô, com tatames, mesas de arbitragem e arquibancada cheia

O ginásio em dia de Periquito: vários tatames simultâneos, arquibancada cheia e o mascote do torneio circulando entre as áreas.

Medalhas de ouro, prata e bronze do 55º Torneio Periquito de Judô sobre a mesa de premiação

As medalhas do 55º Periquito antes da premiação. Quatro delas voltaram para Indaiatuba.

Competir ali é enfrentar os clubes grandes da capital dentro da casa deles. Voltar para Indaiatuba com quatro medalhas em quatro inscritos diz bastante sobre o momento do dojô.

Parabéns, Heitor, Lorenzzo, Lídia e Davi. E parabéns ao Sensei, que preparou os quatro. 🥋


Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90, Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881

Filiações Oficiais

O Honda é parte da rede oficial do judô, do estado ao mundo.

Filiação ativa que assegura participação em campeonatos, graduação reconhecida e formação dentro dos padrões internacionais.

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