Honda em Campinas: 13 atletas competindo, 7 medalhas e a família inteira em ação
No VIII Torneio ACJ, o Honda levou 13 atletas do Biriba ao Sub-15 e conquistou 7 medalhas — 2 ouros, 2 pratas e 3 bronzes. Mas o dia também mostrou o dojo em todos os papéis: coaching, arbitragem, pesagem e voluntariado.
No último domingo, 28 de junho de 2026, o ginásio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Campinas, recebeu o VIII Torneio ACJ de Judô — competição regional da XV Delegacia da Federação Paulista de Judô, organizada pela tradicional Associação Campineira de Judô. Foram 38 equipes na disputa, do Sub-9 ao Sênior.
O Judô Honda Indaiatuba esteve presente em peso — e não só no tatame. Treze atletas competiram. Outros tantos da família Honda fizeram a engrenagem do evento girar nos bastidores. Este é o registro de um domingo que mostra o que é, de verdade, um dojo.
Diego abriu o dia no Biriba
Na primeira reverência da manhã, Diego representou o Honda na categoria Biriba — espaço dedicado às crianças que estão dando os primeiros passos no tatame. Não há pódio nessa idade, mas há tudo o que importa: o primeiro cumprimento, o primeiro ukemi, o primeiro encarar o adversário. Diego entrou, cumpriu e voltou para casa carregando a melhor lição que o judô oferece — a coragem de tentar.
Sub-9: primeiros combates de temporada
Do time do Sub-9, dois atletas Honda entraram no tatame: Cauã Kawata Miyamoto e Samuel Kazuo Tsuji Palma. Cauã disputou uma chave difícil contra oponentes bem colocados no ranking regional — dias como esse, mesmo sem medalha, são investimento direto no atleta que vai render lá na frente.
Samuel, no Sub-9 Médio, subiu ao terceiro lugar — mais um pódio para a coleção do nosso atleta, que vem mantendo um circuito impressionante para a idade.
Sub-11: pódio duplo dos irmãos Pereira Lopes da Silva
O Sub-11 Extra Pesado trouxe o momento mais bonito da manhã: Lorenzzo Pereira Lopes da Silva cravou o ouro, enquanto o irmão Heitor Pereira Lopes da Silva conquistou o bronze na mesma categoria. Família no pódio, irmandade no tatame.
Também competindo pelo Sub-11, Yuri Pistoni Elias enfrentou oponentes bem colocados no ranking regional — mesmo sem medalha, é o tipo de dia que constrói o atleta que vai render lá na frente.
Ainda no Sub-11, Micaela dos Santos Souza Casteli representou o Honda no feminino, disputando cada luta com a garra que já é sua marca registrada nos treinos.
Sub-13: a categoria mais forte do Honda
O Sub-13 é hoje uma das colunas de sustentação do nosso trabalho — e o ACJ mostrou por quê. Cinco atletas Honda disputaram categorias diferentes, e quatro deles subiram ao pódio.
Lídia Sayuri Tsuji Palma — em uma sequência espetacular em 2026 — confirmou o favoritismo no Sub-13 Meio Médio feminino e levou o ouro com autoridade. Mais uma medalha de ouro num ano que já se desenha como o melhor da carreira dela.
No masculino da mesma categoria, Miguel Marciani Salerno garantiu a prata — resultado que coroa a evolução técnica que vem mostrando nos últimos meses.
No Sub-13 Leve masculino, Lucas Miranda Tsuji conquistou a medalha de prata em uma das chaves mais cheias do dia. Foi um judô vivo, bem trabalhado nas transições, com aquela leitura de combate que diferencia atleta novato de atleta experiente.
E no Sub-13 Meio Pesado, Davi Von Ah de Camargo mostrou por que vem se destacando no circuito regional: bronze garantido, mesmo em chave dura, com atletas de tradição.
Também representando o Sub-13, Davi Luis Catarina enfrentou sua categoria e voltou pra casa com a experiência acumulada de mais um dia de tatame — combustível para as próximas competições.
Sub-15: Luis Antonio Novaes disputando entre os grandes
No Sub-15, Luis Antonio Novaes Granito entrou no tatame e disputou sua chave contra atletas de tradição em uma das faixas etárias mais competitivas do dia. Sem medalha nessa, mas com a experiência ganha em cada combate — que vale pelo que vem depois.
O Honda além do tatame
Mas a história do Honda em Campinas não termina nas medalhas. Pelo contrário — começa muito antes do desfile de abertura.
À frente da delegação, o Sensei Sergio Honda, tricampeão mundial veterano, e Celso Leandro Palma estiveram nas cadeiras de coaching durante toda a competição, orientando os atletas, ajustando a estratégia entre as lutas e segurando emoções num dia longo de tatame.
Na arbitragem, dois nomes Honda emprestaram a faixa preta para a organização do torneio: Vinícius Akira Pinto e André Luis da Silva Paula atuaram como árbitros oficiais, contribuindo para que cada chave fluísse com técnica e justiça.
Na pesagem, Fabiana Akemi Tsuji Palma foi peça-chave no controle das categorias, ainda nas primeiras horas da manhã — quando um torneio com mais de mil inscritos parece impossível de caber no relógio. É desse trabalho invisível, feito antes do primeiro golpe do dia, que depende toda a fluidez que o público vê depois.
E há os anônimos. Vários pais e mães de atletas Honda chegaram ao ginásio antes do público, ajudando na montagem dos placares, instalação dos equipamentos e organização da área da equipe. Durante o evento, mantiveram a arquibancada da nossa torcida limpa e organizada — gesto pequeno, simbolismo gigante. Quem entrava no espaço Honda via o que somos: uma família que cuida.
Resultado por equipes
Com 17 pontos somados — 2 ouros, 2 pratas e 3 bronzes — o Judô Honda Indaiatuba terminou em 16º lugar geral entre 38 equipes presentes, à frente de associações tradicionais como Country Club Valinhos, Time Jundiaí e Indaiatuba Clube. Mostrando, mais uma vez, que rendimento não tem a ver com tamanho da delegação, e sim com qualidade técnica.
Próxima parada
Os atletas começam agora a preparação para o 4º Kangueiko de Aguaí, treinamento internacional com presença de Soichi Hashimoto (Japão) e Christa Deguchi (Canadá), e para a 2ª Copa Aguaí. Em seguida, Lídia e Davi Von Ah Camargo representam o Honda no Campeonato Brasileiro Sub-13, em Macapá-AP.
O caminho continua. O tatame ensina, e o Honda — atletas, técnicos, árbitros, voluntários e família — responde.
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