Davi Von Ah entre os 7 melhores do país no Brasileiro Sub-13
Davi Von Ah Camargo, do Judô Honda Indaiatuba, terminou o Campeonato Brasileiro Sub-13 em 7º lugar nacional nos -66 kg, no primeiro ano dele na categoria, representando a seleção paulista.
O Davi Von Ah Camargo, do Judô Honda Indaiatuba, fechou o Campeonato Brasileiro Sub-13 Individual em 7º lugar no país na categoria -66 kg. Foi no domingo, 2 de agosto de 2026, no Ginásio Poliesportivo do IFAP, em Macapá (AP), no primeiro ano dele na categoria e na primeira vez que vestiu o dorsal SP num Brasileiro.

Davi com a medalha do Brasileiro e os troféus de campeã por equipes conquistados por São Paulo.
Como foi o dia dele
O calendário do Davi correu um dia atrás do da Lídia. Enquanto ela lutava no sábado, ele ainda esperava: pesagem oficial no fim da tarde de sábado, entre 16h e 16h30, e sorteio da chave às 18h30, transmitido pela Zempo e pela CBJ TV. Só ali ele soube contra quem entraria.
A categoria -66 kg do Sub-13 masculino fechou com 18 atletas, cada um representando a federação do seu estado, com Rio Grande do Sul, Paraíba, Santa Catarina, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e São Paulo entre os representados. É o peso mais forte fisicamente do Sub-13, onde a diferença entre um atleta de 11 e outro de 12 anos aparece logo na primeira pegada.
O sorteio colocou o Davi contra Rafael Campos Portela (PR) logo na primeira rodada. Não existe aquecimento em Brasileiro: a primeira luta já vale a classificação.

A espera na beira do tatame. É o momento mais longo do dia para qualquer atleta.

De judogi azul, acompanhando a chave. Em Brasileiro se luta de branco e de azul, conforme o sorteio de cada combate.
O que significa ser top 7 do Brasil
Vale dizer com todas as letras o que esse número representa. O Brasileiro Sub-13 reúne os melhores de cada federação estadual do país. Para estar em Macapá, o Davi teve antes que ser vice-campeão paulista Sub-13, no estado com a maior e mais disputada federação do Brasil.
Terminar entre os sete melhores do país, na estreia da categoria, contra adversários que ele nunca tinha enfrentado, com arbitragem oficial da CBJ e o peso de representar um estado inteiro, é resultado que sustenta qualquer currículo esportivo da base.
A temporada 2026 dele já vinha dizendo isso: 12 competições, com 5 ouros, 4 pratas e 3 bronzes. Nos últimos 90 dias antes do Brasileiro, ele subiu ao pódio em todas as seis competições que disputou. Constância, não sorte.

Na fila de chamada, cercado por atletas de todo o país. Para muitos deles, era o primeiro Brasileiro.
O canto e a leitura da chave
Como no dia anterior, quando a Lídia Sayuri conquistou o ouro nacional, quem esteve no canto do Davi foi o Sensei Sergio Honda, um dos técnicos oficiais da seleção paulista nesta competição.
Trabalho de canto em categoria pesada do Sub-13 tem particularidade: a diferença física entre um atleta de 11 e outro de 12 anos aparece na pegada e no ritmo. Cabe ao técnico ajustar a estratégia para isso, escolher quando o atleta deve buscar a projeção e quando deve segurar o combate no seu tempo. Cada correção entre uma luta e outra vale colocação.

O pódio do -66 kg. O Davi é o último à direita, na sétima colocação nacional.
O que ele leva de Macapá
Fica a colocação, que entra na ficha técnica e no ranking. Mas fica principalmente a vivência: viagem de delegação, uniforme oficial, pesagem, concentração, sorteio ao vivo, ginásio cheio, adversário desconhecido e a responsabilidade de representar São Paulo.
Aos onze anos, no primeiro ano do Sub-13, ele já sabe como é o ambiente que decide o judô brasileiro de base. Quando voltar, no ano que vem e no Sub-15 depois, esse ginásio não vai mais ser novidade. Essa é a parte do resultado que não cabe na medalha.
Parabéns, Davi. Entre os sete melhores do Brasil. 🥋
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