Festa Julina 2026 do Judô Honda: a tradição que junta o dojô como uma família só
No dia 11 de julho de 2026, a comunidade Judô Honda Indaiatuba se reuniu para a tradicional festa julina — que este ano foi realmente julina, adaptada ao calendário depois de um junho intenso de competições. Fogueira, mesa farta, mães do judô e Sensei Sergio Honda de chapéu de palha.
A festa julina do Judô Honda Indaiatuba é uma daquelas coisas que não cabe no calendário do dojô por acaso. É tradição — o momento em que a comunidade Honda sai do tatame, tira o judogi e vira uma coisa só: pais, mães, atletas, senseis, amigos, todos na mesma mesa, na mesma fogueira, no mesmo abraço.
Este ano, especificamente, ela virou festa julina de verdade — porque o mês de junho foi tão recheado de competições e compromissos do dojô que não deu pra fazer no calendário original. Adaptamos. Sábado, 11 de julho de 2026, a família Honda se reuniu — desta vez em uma das casas que este ano se somaram à comunidade Honda, com pais e mães que abriram as portas com a mesma naturalidade com quem abre o coração.
As mães do judô

Existe uma cena que, no Honda, se repete em todo campeonato, todo treino especial, toda festa: as mães do judô. Cada uma delas sustenta uma parte da vida de um atleta ou de uma atleta — trazendo, buscando, cozinhando, lavando o judogi, torcendo na arquibancada, secando o suor, animando quando o resultado não veio, comemorando quando veio.
Elas quase nunca aparecem nas fotos das medalhas. Mas aparecem, sim, nas fotos das festas — e nesta, especialmente, elas estavam todas juntas. É a espinha dorsal invisível do dojô. Sem elas, nada disso existe.
A mesa

Festa julina que se preze tem mesa farta — e a nossa não deixou por menos. Toalha xadrez, panelas grandes, tigelas cheias, cheiro que atravessava o quintal, gente esperando com prato na mão, gente já servindo, gente já voltando pra buscar mais. É o tipo de mesa que não precisa de cardápio impresso: cada um traz um pouco do seu, e o coletivo vira o cardápio.
A fogueira

A fogueira é o coração de qualquer festa julina — e a nossa, montada em tijolos, virou o ponto de encontro da noite. Adulto, criança, gente que se conhecia há dez anos ao lado de gente que chegou este ano no judô — todos ali, com espeto de marshmallow na mão ou só olhando o fogo dançar.
É naquela roda que as histórias saem. As da temporada, as das viagens de competição, as do dojô antigo, as das crianças que agora já são jovens que sobem ao pódio. É onde o Honda conta o que vive.
Sensei Sergio Honda de chapéu de palha

Não tem festa julina do Honda sem o Sensei Sergio Honda de chapéu de palha. Tricampeão mundial de veteranos, referência técnica de décadas de tatame — e, aqui, o "avô" da comunidade que ri, canta, tira selfie com as mães e faz de tudo pra deixar o momento leve.
É essa faceta que a Copa e o Kangueiko não mostram por completo. A do sensei que também é família. A do dojô que também é casa.
As crianças

Não faltou traje julino. Não faltou brincadeira. Não faltou o calor de criança que corre no quintal entre uma comida e outra, entre uma queima de fogos improvisada e a próxima rodada de pipoca.

Pipoca, refrigerante, roupa de xadrez, dedo no melado do doce, cara de quem quer mais um pouco. A festa julina é isso.
Os que não puderam vir
Como a festa foi em período de férias escolares, várias famílias já estavam viajando, visitando parentes, cumprindo compromissos fora de Indaiatuba. Infelizmente, nem todos os atletas Honda puderam estar presentes — o que é natural nesse período do ano.
Mas a comunidade que compareceu levou a memória de todo mundo pra dentro da festa. E, para a próxima temporada, em breve haverá o próximo encontro — dessa vez talvez de volta ao calendário original, se junho de 2027 permitir.
O que fica
Este ano, o Honda:
- Levou delegação a Aguaí para o Kangueiko e a Copa Internacional — 3 ouros, 2 pratas e 1 top 5
- Registrou passagens importantes rumo à faixa preta com o Vinícius no Módulo de Fundamentos
- Cadastrou novas atletas na temporada — Manu, Julia e outras
- Fechou o primeiro semestre com uma festa julina que virou também um agradecimento coletivo
Nada disso acontece sem a comunidade. Ela é o que existe antes do treino, durante o treino e depois do treino. É o que a gente celebra num sábado à noite em torno de uma fogueira, com pipoca, com mãe, com sensei, com criança.
Obrigado às famílias que abriram a casa — e às Manu e Julia por trazerem essas famílias pro dojô este ano. Obrigado a todas as mães do Honda que sustentam a estrutura nos bastidores. Obrigado a quem veio, quem cozinhou, quem organizou, quem lavou depois. E obrigado ao Sensei Honda por ser, mais uma vez, o farol de tudo isso.
Foi bonito. E foi nosso.