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Lídia Sayuri é campeã brasileira Sub-13 em Macapá

Lídia Sayuri é campeã brasileira Sub-13 em Macapá

Lídia Sayuri Tsuji Palma, do Judô Honda Indaiatuba, é campeã brasileira Sub-13 nos -48 kg. Cinco lutas, cinco vitórias em Macapá, na chave mais cheia do feminino: 33 atletas de 21 unidades da federação.

01 de agosto de 2026 ·Judô Honda Indaiatuba ·7 min de leitura
Lídia Sayuri é campeã brasileira Sub-13 em Macapá

A Lídia Sayuri Tsuji Palma, do Judô Honda Indaiatuba, é campeã brasileira Sub-13. No sábado, 1º de agosto de 2026, no Ginásio Poliesportivo do IFAP, em Macapá (AP), ela venceu as cinco lutas que disputou na categoria -48 kg e terminou o dia no lugar mais alto do pódio nacional. Onze anos de idade, primeiro ano na categoria, dorsal SP nas costas.

Lídia Sayuri Tsuji Palma com a medalha de ouro em frente ao painel de boas-vindas do Campeonato Brasileiro de Judô Sub-13, em Macapá

Campeã brasileira Sub-13, categoria -48 kg.

A campanha, luta por luta

A chave da Lídia foi a maior do feminino no campeonato: 33 atletas de 21 unidades da federação, montada no tamanho 64, com quinze combates só na primeira rodada. Não havia bye, não havia atalho. Ela precisou lutar desde o começo.

  • 1ª rodada: venceu Hanna Júlia Santos Costa (Judô Clube Nippon, ES) por ippon
  • Oitavas de final: venceu Julia Ferraz Demarchi (Instituto Judofoz, PR) por yuko
  • Quartas de final: venceu Júlia Victoria Pompilio Ferreira de Jesus (Instituto Reação, RJ) por waza-ari
  • Semifinal: venceu Yasmin do Nascimento Saraiva (Associação Futuro Campeão, RN)
  • Final: venceu Maria Luisa Lima Carlos (SP)

Cinco lutas, cinco vitórias. Repare no desenho da campanha: começou resolvendo no ippon e foi endurecendo a cada rodada. Da semifinal em diante, com adversárias que também vinham vencendo tudo, as decisões saíram no placar, entre yuko e shido, e não na projeção que encerra o combate.

Vencer assim exige outra coisa do atleta: domínio da pegada, leitura do ritmo, saber quando pressionar sem se expor à punição e sustentar a iniciativa até o último segundo. É o tipo de luta que não rende o vídeo bonito, mas que separa quem treina de quem só compete.

Lídia Sayuri entrando no tatame com a adversária durante o Campeonato Brasileiro Sub-13, em Macapá

Entrada no tatame. A cada rodada, uma campeã estadual do outro lado.

Lídia Sayuri em pé no tatame com a adversária no chão, durante luta do Campeonato Brasileiro Sub-13

Judô de frente, pegada firme e ataque. Foi assim as cinco vezes.

O peso desse ouro

O Brasileiro Sub-13 é o evento máximo da categoria de base no país. Cada federação estadual leva quem já provou dentro do próprio estado, e São Paulo, a maior delas, classifica pela via mais dura: para ir a Macapá, a Lídia precisou primeiro ser campeã paulista Sub-13.

Dentro da chave dela estavam representantes de praticamente todo o Brasil, de Rondônia ao Rio Grande do Sul, passando por Amazonas, Amapá, Pernambuco, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas, Rio, Paraná e Santa Catarina. Ser a melhor entre essas 33 significa ser, hoje, a número 1 do país na categoria.

A temporada explica o resultado: 12 competições em 2026, com 10 ouros, 1 prata e 1 bronze. Nos 90 dias que antecederam o Brasileiro, foram sete competições e sete primeiros lugares. Ela chegou em Macapá invicta no período, e saiu de lá campeã nacional.

Atletas medalhistas do Sub-13 feminino posando com as medalhas no pódio do Campeonato Brasileiro, em Macapá

O pódio do Brasileiro Sub-13 reúne o topo de cada estado. Chegar até ali já é resultado; vencer é outra história.

O canto do tatame

Em cada uma das cinco lutas, quem esteve no canto foi o Sensei Sergio Honda, tricampeão mundial de veteranos e, nesta competição, um dos técnicos oficiais da seleção paulista.

Coaching em Brasileiro de base é trabalho de detalhe: ler o adversário nos primeiros vinte segundos, ajustar a pegada entre um combate e outro, decidir quando segurar e quando acelerar, e manter a cabeça da atleta no lugar nas lutas que apertam. Semifinal e final apertaram. A Lídia venceu as duas.

Delegação da seleção paulista de judô reunida no tatame do Ginásio Poliesportivo do IFAP, em Macapá

A delegação paulista no tatame de Macapá. A Lídia foi uma das 12 entidades do estado representadas na equipe.

Um dojô do interior no topo do país

Indaiatuba não é potência histórica do judô brasileiro. O Judô Honda não tem verba pública, não tem centro de treinamento de alto rendimento, não tem equipe multidisciplinar. Tem tatame, tem famílias que bancam cada viagem e tem um sensei que forma atleta há mais de quarenta anos.

Com essa estrutura, o dojô acaba de colocar a campeã brasileira Sub-13 dos -48 kg. É a primeira campeã brasileira Sub-13 formada integralmente na casa.

Lídia Sayuri com a medalha de ouro e os dois troféus de primeiro lugar da equipe paulista

Com o ouro no peito e os troféus de campeã por equipes conquistados por São Paulo.

E amanhã tem Davi

O Brasileiro do Honda não terminou no sábado. No domingo entra no tatame o Davi Von Ah Camargo, também no primeiro ano do Sub-13, também pela seleção paulista, na categoria -66 kg.

Parabéns, Lídia. Campeã do Brasil. 🥋


Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90, Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881

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Filiação ativa que assegura participação em campeonatos, graduação reconhecida e formação dentro dos padrões internacionais.

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