Pular para o conteúdo

Los Angeles 2028 e o judô: o que a manchete não conta, e o que Indaiatuba precisa ouvir

Editorial do Sensei sobre o ciclo LA28. Por que a base do judô — em Indaiatuba, em qualquer cidade — importa mais que a manchete olímpica. E o recado direto pra família que ainda adia colocar o filho no tatame.

15 de julho de 2026 ·Judô Honda Indaiatuba ·8 min de leitura
Judô Honda Indaiatuba

O calendário oficial da IJF já tem data marcada: Los Angeles 2028, judô de 15 a 22 de julho de 2028. Faltam cerca de dois anos. Nesses dois anos, atletas de todo o mundo vão brigar por 372 vagas olímpicas — divididas entre 186 masculinas e 186 femininas, distribuídas em 14 categorias de peso mais a prova por equipes mistas.

O Brasil entra na disputa como uma das grandes potências históricas da modalidade — campeão olímpico em Paris 2024 com Beatriz Souza no peso pesado feminino, com tradição consolidada em masculino e feminino, com escola federada em todo o país. Mas o que eu — sensei de dojô em Indaiatuba — quero discutir aqui é diferente do que a manchete cobre. Quero falar de algo que a mídia esportiva nunca conta.

O que a manchete não conta

A CBJ divulgou, e a imprensa reproduziu, o guia oficial do ciclo classificatório: Ranking Olímpico, cotas continentais, país-sede, princípio da universalidade, calendário de Grand Slams. Tudo correto. Tudo importante.

O que não aparece nessa manchete: os classificados em LA28 não brotaram do nada em 2026. Todos, sem exceção, foram crianças que entraram em algum dojô entre os 4 e os 10 anos de idade. Todos passaram por dojôs de base que ninguém lembra depois. Todos foram formados por senseis anônimos que nunca vão aparecer na cobertura da IJF.

Esse é o judô real. O que faz o judô olímpico existir. Sem base, não tem topo.

O que Indaiatuba tem a ver com isso

Indaiatuba não é potência olímpica. Nunca foi. Provavelmente nunca vai ser — não como Rio de Janeiro, Curitiba ou Pindamonhangaba historicamente foram. Isso não é vergonha — é geografia esportiva do Brasil.

Mas Indaiatuba tem colônia japonesa com mais de 100 anos. Tem dojôs sérios filiados à FPJ. Tem atletas classificando-se pra Brasileiros de base com regularidade. Tem Sensei Sergio Honda, tricampeão mundial de veteranos, presidente da 15ª Delegacia da Federação Paulista de Judô. Tem, no total, uma rede de sustentação real — e essa rede é o que forma os atletas que um dia podem estar disputando ciclo olímpico.

Nem toda criança de Indaiatuba vai virar olímpica. Ninguém prometeria isso — seria mentira. Mas alguma criança vai. Sempre foi assim, em toda geração de esporte. E essa alguma criança começa em dojô com estrutura séria, em cidade com tradição, com sensei que sabe o que está fazendo.

Isso é Indaiatuba pode oferecer. E o Judô Honda faz parte disso.

Meta bronca — a parte que a família precisa ouvir

Vou falar direto pra pai e mãe que hoje, lendo essa notícia sobre LA28, se pega pensando:

"Que legal, o Brasil no judô. Mas meu filho não vai virar olímpico. Nem preciso me preocupar com esporte."

Você errou de conta. Vou explicar por quê.

Primeiro: você não sabe se seu filho vai ou não vai ser olímpico. Nenhum pai da história soube — e todo pai de atleta olímpico começou colocando o filho em esporte por diversão, por saúde, por disciplina, sem saber onde ia dar. Os pais da Beatriz Souza, do Willian Lima, da Larissa Pimenta — nenhum sabia. Começaram e viram até onde ia.

Segundo: mesmo que seu filho nunca chegue perto de Olimpíada, o caminho técnico do judô entrega tudo o que uma criança precisa pra formar-se bem — corpo, disciplina, respeito, comunidade, filosofia, defesa pessoal, controle emocional. Não precisa virar olímpico pra o esporte valer o esforço. Vale pela formação. Sempre.

Terceiro: adiar decisão faz perder tempo insubstituível. Se seu filho tem hoje 7 anos e você decide começar aos 12, ele perdeu 5 anos de formação técnica na janela dourada de desenvolvimento motor. Isso não volta. Ele pode até virar bom judoca aos 15 — mas não vai ter a base que teria se tivesse começado aos 7. É matemática.

O que muda em quem começa hoje

Se seu filho começa judô nesta semana no Judô Honda, aqui vai o que muda ao longo dos 2 anos do ciclo LA28:

Mês 1-3: adaptação. Aprende ukemi básico, primeiros golpes, ritual do dojô. Corpo dorme melhor, come melhor, começa a se firmar.

Mês 4-12: consolidação. Faixa nova, primeiro randori competitivo, possibilidade de participar de festival ou competição regional. Postura muda visivelmente.

Ano 2: começa a se destacar. Se tem talento e vontade, entra em circuito federado regular. Faixa avança. Possível classificação pra evento importante dependendo do perfil e categoria.

Ao final dos 2 anos do ciclo LA28: seu filho é outro atleta. Tem base técnica, comunidade, identidade esportiva, corpo trabalhado. E — se tiver talento — pode estar começando a mirar em ciclos futuros.

Se você não começa hoje, ao final desses 2 anos, seu filho está exatamente onde está agora. Perdeu janela.

Uma frase pra guardar

Todo atleta olímpico começou uma vez. Nenhum começou tarde demais. Todos começaram um dia em algum tatame com algum sensei. A pergunta não é se seu filho vai ser olímpico. A pergunta é: em daqui a 10 anos, ele vai ter treinado judô durante 10 anos, ou vai ter começado ontem?

Como agir

Se você tem filho entre 4 e 15 anos e essa notícia mexeu com você — agende a experimental hoje. Kimono emprestado, aula gratuita, sem compromisso.

Se você é adulto que sempre quis fazer judô e ainda não fez — mesma coisa. Aula experimental, kimono emprestado, chegou é bem-vindo.

Agendar aula experimental gratuita →

Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90 — Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881

Uma última palavra

Los Angeles 2028 vai acontecer com ou sem sua família no radar. Vai passar. Depois vem Brisbane 2032. Depois vem 2036. O tempo passa igual pra todo mundo. A diferença é o que você faz com ele. Se você quer que seu filho tenha relação séria com esporte olímpico — mesmo que como espectador — comece dando a ele experiência de dentro. Isso muda tudo. O tatame do Honda está aqui, esperando.

Filiações Oficiais

O Honda é parte da rede oficial do judô, do estado ao mundo.

Filiação ativa que assegura participação em campeonatos, graduação reconhecida e formação dentro dos padrões internacionais.

[ Substituir SIGLAS por logos oficiais das federações quando disponíveis ]