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Os maiores nomes do judô brasileiro: dos pioneiros à geração LA28

Uma curadoria dos judocas que fizeram (e fazem) a história do judô brasileiro — dos pioneiros de 1972 aos atletas em atividade rumo a Los Angeles 2028. Do Chiaki Ishii à Beatriz Souza, dos ouros paralímpicos aos campeões mundiais.

16 de julho de 2026 ·Judô Honda Indaiatuba ·10 min de leitura
Judô Honda Indaiatuba

O Brasil é, sem exagero, uma das grandes potências mundiais do judô. É a modalidade individual que mais rendeu medalhas olímpicas ao país — 28 pódios olímpicos e 25 paralímpicos até hoje — e a única em que temos ouros em ambos os gêneros e em ambos os programas (olímpico e paralímpico) consolidados ao longo de várias gerações.

Este texto é uma tentativa honesta de reunir os maiores nomes que fizeram (e fazem) essa história — dos pioneiros dos anos 70 aos atletas em atividade rumo a Los Angeles 2028. Não é lista exaustiva. É curadoria com contexto — pra quem quer entender de onde vem, e pra onde vai, o judô brasileiro.

Os pioneiros — 1970s e 1980s

Chiaki Ishii (bronze Munique 1972)

Nascido no Japão, naturalizado brasileiro, conquistou a primeira medalha olímpica do judô do Brasil na estreia consistente do país no esporte. Bronze no meio-pesado em Munique 1972. Elo direto entre a imigração japonesa e a história olímpica brasileira. (perfil no Hall)

Wálter Carmona e Douglas Vieira (Los Angeles 1984)

No ano de LA 1984, o Brasil colocou dois judocas no pódio olímpico na mesma edição — feito raro para uma federação ainda em consolidação. Douglas Vieira conquistou a prata (-95 kg), tornando-se o primeiro brasileiro a disputar uma final olímpica de judô. Wálter Carmona levou o bronze (-86 kg), somou depois porta-bandeira em Seul 1988, e é hoje parte do Hall da Fama do COB. (Wálter · Douglas)

Os ouros olímpicos — a linhagem completa

Aurélio Miguel (ouro Seul 1988)

Primeiro ouro olímpico brasileiro no judô. Meio-pesado (-95 kg) na melhor forma da vida, subiu ao topo em Seul e voltou pra Atlanta 1996 conquistar o bronze. Marco definidor de uma era. (perfil)

Rogério Sampaio (ouro Barcelona 1992)

Quatro anos depois de Seul, o Brasil confirmou que o ouro não tinha sido acaso. Rogério venceu o -65 kg em Barcelona e mais tarde ainda seria diretor-geral do COB. (perfil)

Sarah Menezes (ouro Londres 2012)

Primeiro ouro feminino brasileiro no judô olímpico. Piauiense, ligeiro (-48 kg), fez história em Londres e virou ícone regional além do esporte. (perfil)

Rafaela Silva (ouro Rio 2016)

Formada no Instituto Reação — projeto social de Flávio Canto — conquistou em 2013 o primeiro ouro mundial feminino brasileiro (Rio) e, em 2016, o ouro olímpico em casa (-57 kg). Símbolo de inclusão social pelo esporte. (perfil)

Beatriz Souza (ouro Paris 2024)

A conquista mais recente. Peso pesado (+78 kg), Terceiro-Sargento do Exército, coroou uma geração feminina brasileira que vinha se consolidando há mais de uma década. (perfil)

Os ouros paralímpicos

Antônio Tenório da Silva (4x ouro consecutivo)

Uma das maiores lendas do esporte paralímpico brasileiro. Ouro paralímpico em Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008 — quatro edições consecutivas, feito raríssimo em qualquer modalidade. Prata em Londres 2012. (perfil)

Alana Maldonado (ouro Tóquio 2020)

Primeira mulher brasileira campeã paralímpica no judô. Categoria -70 kg. Marca uma virada geracional no judô paralímpico feminino do país. (perfil)

Campeões mundiais

Além dos ouros olímpicos que também são medalhistas mundiais, o Brasil tem outros nomes que levantaram o troféu de campeão mundial:

João Derly (2x campeão mundial: 2005 e 2007)

Primeiro brasileiro campeão mundial masculino. Meio-leve (-66 kg), venceu no Cairo 2005 e repetiu em casa, no Rio 2007. Marco da geração dourada masculina dos anos 2000. (perfil)

Tiago Camilo (campeão mundial Rio 2007)

No mesmo Mundial em que Derly repetiu o título, Tiago também ergueu o troféu. Somou ainda prata olímpica em Sydney 2000 aos 18 anos e bronze em Pequim 2008. (perfil)

Luciano Corrêa (campeão mundial Rio 2007)

Terceiro brasileiro coroado no Rio 2007. Meio-pesado (-100 kg), tornou-se o segundo homem brasileiro campeão mundial. Também tem bronze mundial no Cairo 2005. (perfil)

Rosicleia Campos (primeira medalhista mundial feminina)

Pioneira absoluta. Primeira brasileira a subir num pódio mundial de judô. Hoje é uma das principais treinadoras do país. (perfil)

Os grandes medalhistas olímpicos

Além dos que ganharam ouro, o pódio olímpico brasileiro do judô tem nomes fundamentais:

  • Mayra Aguiar — bronze em três Olimpíadas consecutivas (Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020) e tricampeã mundial. Feito raro em qualquer esporte. (perfil)
  • Ketleyn Quadros — bronze Pequim 2008, primeira brasileira medalhista olímpica individual em qualquer modalidade. (perfil)
  • Leandro Guilheiro — 2x bronze olímpico (Atenas 2004, Pequim 2008). (perfil)
  • Flávio Canto — bronze Atenas 2004 e fundador do Instituto Reação. (perfil)
  • Erika Miranda — bronze Rio 2016 (-52 kg) e prata mundial. (perfil)
  • Rafael "Baby" Silva — 2x bronze olímpico (Rio 2016, Tóquio 2020), +100 kg. (perfil)
  • Henrique Guimarães — bronze Atlanta 1996 e atual presidente da Federação Paulista de Judô. (perfil)

A geração Paris 2024 — mais que ouro

Além do ouro de Beatriz Souza em Paris 2024, o Brasil somou mais três medalhas olímpicas naquele ciclo:

  • Willian Lima — prata (-66 kg). Marinha do Brasil. (perfil)
  • Larissa Pimenta — bronze (-52 kg). Marinha do Brasil. (perfil)
  • Rafael Macedo, Guilherme Schimidt, Leonardo Gonçalves — bronze olímpico por equipes mistas, primeira medalha do Brasil nessa modalidade nos Jogos. (Rafael · Guilherme · Leonardo)
  • Rafaela Silva — bronze por equipes mistas em Paris 2024. (perfil)

Os grandes medalhistas mundiais que faltam citar

Mesmo sem ouro olímpico ou mundial, ganharam pratas e bronzes mundiais expressivos:

  • Maria Suelen Altheman — 2x prata mundial (2013, 2014) e bronze 2021, pesado feminino. (perfil)
  • Edinanci Silva — 2x bronze mundial (1997, 2003), quatro Olimpíadas consecutivas. Pioneira do feminino brasileiro. (perfil)
  • Victor Penalber — bronze mundial Astana 2015 (-81 kg). (perfil)
  • Mario Sabino — campeão mundial 2003 (-100 kg). (perfil)

A base do futuro

O judô brasileiro não parou de formar atletas. A geração que hoje mira Los Angeles 2028 já mostrou consistência:

  • Daniel Cargnin — bronze olímpico Tóquio 2020 (-66 kg). (perfil)
  • Michel Augusto — nº 1 do ranking mundial IJF em 2026, aos 22 anos. (perfil)
  • Natasha Ferreira — primeira judoca paranaense em Olimpíadas. (perfil)
  • Gabriela Chibana, Eric Takabatake, Rafael Buzacarini, Charles Chibana, Alex Pombo, Mariana Silva — todos representaram o Brasil em Olimpíadas e Mundiais recentes.

Fora do circuito, há também os atletas-comunicadores — figura relativamente nova mas cada vez mais importante — como Bruna Luísa Gon (@iobrunaluisa), que combina competição com mais de 26 mil seguidores levando o judô pra novos públicos. (perfil)

E de Indaiatuba, o que se soma

Indaiatuba não figura entre as cidades sede dos grandes atletas olímpicos brasileiros — historicamente, isso se concentra em São Paulo capital, Rio de Janeiro, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e outras. Mas a cidade é parte da rede que sustenta o esporte, com colônia japonesa forte desde a segunda década do século XX e circuito federado ativo.

O Judô Honda Indaiatuba, sob o comando do Sensei Sergio Honda — tricampeão mundial de veteranos e presidente da 15ª Delegacia da Federação Paulista de Judô — forma atletas de base há mais de 15 anos, com nomes competindo hoje em Brasileiros de categoria. Lídia Sayuri e Davi Von Ah representam Indaiatuba no Brasileiro Sub-13 de 2026, e outros nomes seguem se consolidando no circuito.

Hall da Fama completo

Esta lista não é exaustiva. Reunimos 69 judocas — brasileiros olímpicos e mundiais, paralímpicos, lendas históricas mundiais (Jigoro Kano, Kyuzo Mifune, Masahiko Kimura, Yasuhiro Yamashita, Teddy Riner, Ryoko Tani, entre outros), atletas em atividade e pioneiros — numa galeria organizada com biografia individual, foto e principais marcos:

➡️ Ver Hall da Fama completo

Uma última palavra

O judô brasileiro não é obra de um clube só, de uma região só, de uma geração só. É construção coletiva atravessando mais de cinco décadas, com base em famílias, dojôs, senseis anônimos, projetos sociais, forças armadas e universidades — todos entrelaçados na formação de cada nome citado acima.

Se seu filho (ou você) quer fazer parte dessa história, a porta de entrada é sempre a mesma: uma primeira aula em algum tatame.

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Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90 — Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881

Filiações Oficiais

O Honda é parte da rede oficial do judô, do estado ao mundo.

Filiação ativa que assegura participação em campeonatos, graduação reconhecida e formação dentro dos padrões internacionais.

[ Substituir SIGLAS por logos oficiais das federações quando disponíveis ]