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Sensei Sergio Honda: uma vida no tatame

Sensei Sergio Honda: uma vida no tatame

Descendente da colônia nipo-brasileira de Indaiatuba, tricampeão mundial de veteranos, presidente da 15ª Delegacia da FPJ. Retrato do sensei que dá aula pessoalmente em todas as turmas do Judô Honda há mais de cinco décadas.

26 de abril de 2026 ·Judô Honda Indaiatuba ·7 min de leitura
Sensei Sergio Honda: uma vida no tatame

Sensei Sergio Honda

Há mais de cinco décadas ele sobe ao tatame. Sergio Honda — nome que virou instituição em Indaiatuba, sinônimo de judô sério na cidade — não está no dojô como figura simbólica ou lembrança de fundador. Está lá, presente em todas as aulas, corrigindo postura, demonstrando golpes, dando bronca quando precisa, cumprimentando cada aluno na entrada e na saída.

Este texto é uma tentativa de contar quem é o Sensei Honda pra quem chega ao dojô e ainda não teve o privilégio de treinar com ele.

Origem: filho da colônia japonesa

O Sensei Sergio Honda é descendente da comunidade nipo-brasileira de Indaiatuba — uma das mais antigas e influentes do interior paulista, presente na cidade desde as primeiras décadas do século XX. Foi nesse ambiente, com valores estruturantes da cultura japonesa — disciplina, respeito hierárquico, honra, cooperação — que ele começou a formar o caráter que hoje se estende ao dojô.

Como muitos judocas de sua geração, começou o judô ainda criança, dentro da tradição familiar da colônia. Nunca parou.

Cinco décadas no tatame

Mais de 50 anos de prática ininterrupta. Cinco décadas de:

  • Aprendendo, competindo, ganhando e perdendo como atleta
  • Ensinando, formando, corrigindo, celebrando como sensei
  • Se atualizando com métodos, contribuições técnicas, mudanças de regra
  • Servindo o esporte em papéis institucionais

Não é comum. A média de tempo que um praticante fica no judô é de poucos anos. Fazer disso uma vida inteira é escolha rara — e é essa escolha que faz do Honda o dojô que é.

Tricampeão mundial de veteranos

Talvez a marca mais tangível da carreira do Sensei seja a conquista tripla do Campeonato Mundial de Veteranos — competição internacional organizada em colaboração com a IJF (Federação Internacional de Judô) e reservada a atletas veteranos de todo o mundo.

Ser tricampeão mundial de veteranos significa três coisas que raramente coexistem:

1. Técnica preservada em altíssimo nível ao longo de décadas — o corpo do veterano só vence corpo do veterano por técnica refinada, não por atleticismo bruto 2. Disciplina de treino ininterrupta — não se chega a esse título competindo esporadicamente 3. Cabeça de competição — ganhar mundial não é acaso, é jogo psicológico dominado

O Sensei tem os três. E continua competindo.

Presidente da 15ª Delegacia da FPJ

Além da carreira de atleta e sensei, o Sensei Honda ocupa a presidência da 15ª Delegacia da Federação Paulista de Judô — responsável administrativamente pelo judô em toda a região de Indaiatuba, Campinas e cidades vizinhas.

Essa função não é ornamental. Envolve: - Organizar circuitos regionais oficiais - Coordenar arbitragem e comissões técnicas - Fazer ponte entre dojôs da região e o comando estadual da FPJ - Encaminhar atletas para competições paulistas - Cuidar de logística de eventos regionais

É trabalho de bastidor que dá estrutura funcional ao judô do interior paulista. Sem essa camada institucional, atletas de cidades como Indaiatuba não teriam calendário organizado.

Como ele ensina

Se você já teve a chance de sentar numa aula do Sensei Honda, sabe que ele ensina de um jeito que não se copia em livro. Alguns traços consistentes:

Presença total. Ele está na aula. Não celular, não distração, não delegar pra assistente. Corpo e cabeça no tatame com os alunos.

Correção respeitosa. Uma coisa característica: quando ele corrige, não humilha. Nem elogia demais também. Corrige e segue. É respeito de verdade — trata o aluno como capaz de entender.

Rigor sem drama. Se você está treinando errado, ele vai dizer. Se você não vem, ele vai perguntar. Se você tá evoluindo, ele vai reconhecer sem exagero. Sem histeria em nenhuma direção.

Método clássico preservado. Golpes com nomes em japonês, vocabulário completo, kata como respeito à origem. Nada é modernizado à toa — o que muda tem razão.

Adaptação ao aluno. Turma de Biriba (4 anos) recebe um Sensei diferente da turma de adulto — mesma essência, ritmo diferente. Ele calibra.

O legado no dojô

Contando conservadoramente, o Sensei Honda formou centenas de judocas ao longo da carreira. Alguns viraram atletas de alto nível, outros seguiram vidas em outras áreas — engenheiros, médicos, empresários, professores, funcionários públicos — carregando a marca do dojô no jeito de encarar dificuldade.

Em Indaiatuba especificamente, é comum encontrar adultos que fizeram judô com o Honda quando crianças e hoje voltam trazendo seus próprios filhos. É a marca mais forte que um sensei pode deixar: gerações consecutivas de uma mesma família passando pelo mesmo tatame com o mesmo mestre.

Como ele se coloca

Uma coisa que impressiona quem convive com o Sensei é a modéstia. Ele não se apresenta como "tricampeão mundial". Não se autopromove. Se você quiser saber o que ele já conquistou, vai ter que perguntar — ou vai ter que descobrir depois, por outros.

No dojô, ele é o Sensei. Só isso. E, no fundo, é o que ele quer ser.

O que o Honda perde e ganha ao ter esse Sensei

O que perde: velocidade. Uma escola movida a métricas — matrículas mensais, faixas por semestre, engajamento em rede social — não é o que o Sensei Honda faz. Isso é uma limitação estratégica assumida.

O que ganha: coerência de décadas. Alunos que voltam. Filhos de ex-alunos. Reputação técnica em qualquer roda regional. Uma escola inteira que reflete o caráter de uma pessoa.

Não é troca ruim.

Se você quer conhecer

Vem no dojô. A melhor forma de conhecer o Sensei é chegando 10-15 minutos antes de um treino, num terça ou quinta, e ficando pra observar a aula. Ele conversa. Não é figura distante. Não faz pose de mestre.

E se você quer treinar com ele — todo aluno do Honda treina com ele. Não existe "turma do Sensei" separada. Ele é o dojô.

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Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90 — Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881

Uma última palavra

Há uma frase que resume o Sensei Sergio Honda melhor do que qualquer texto: "o tatame ensina o que a vida cobra: cair bem, levantar rápido, respeitar o oponente." É a frase estampada no rodapé deste site. E é, mais do que slogan, um retrato do jeito com que ele treina, ensina e vive há mais de cinco décadas. Se um dia você tiver a chance de subir num tatame que ele dirige — vá. Não vai se arrepender.

Filiações Oficiais

O Honda é parte da rede oficial do judô, do estado ao mundo.

Filiação ativa que assegura participação em campeonatos, graduação reconhecida e formação dentro dos padrões internacionais.

[ Substituir SIGLAS por logos oficiais das federações quando disponíveis ]