Treino aberto da seleção paulista Sub-13: a preparação para o Campeonato Brasileiro em Macapá
Na noite de quinta-feira, 23 de julho de 2026, o Centro de Aperfeiçoamento Técnico da Federação Paulista de Judô reuniu a delegação Sub-13 do estado para o treino aberto de preparação e a entrega dos uniformes oficiais. Doze entidades no mesmo tatame — entre elas o Judô Honda Indaiatuba, com Lídia Sayuri Tsuji Palma e Davi Von Ah Camargo convocados como atletas e o Sensei Sergio Honda entre os dez técnicos escalados pela FPJ para comandar a delegação paulista em Macapá.
Na noite de quinta-feira, 23 de julho de 2026, o Centro de Aperfeiçoamento Técnico da Federação Paulista de Judô, em São Paulo, reuniu a delegação que vai representar o estado no Campeonato Brasileiro Sub-13. Foi um treino aberto de preparação — o último encontro coletivo da equipe paulista antes do embarque para Macapá — seguido da entrega dos uniformes oficiais da seleção.
O Judô Honda Indaiatuba chegou nesse tatame por três caminhos ao mesmo tempo. Dois atletas convocados: Lídia Sayuri Tsuji Palma e Davi Von Ah Camargo. E o Sensei Sergio Honda — que estará em Macapá entre os dez técnicos escalados pela Federação Paulista de Judô para comandar a delegação do estado.

Davi, Sensei Sergio Honda e Lídia no tatame do CAT — atrás deles, o retrato de Jigoro Kano e os kanjis do Seiryoku Zenyo (máxima eficiência) e do Jita Kyoei (prosperidade e benefícios mútuos).
Um dos dez técnicos da seleção paulista
São Paulo é a maior federação de judô do país. Para conduzir sua delegação no Campeonato Brasileiro Sub-13, a FPJ escalou dez técnicos — e um deles é o Sensei Sergio Honda.
Não é o papel de quem vai acompanhar os próprios alunos da arquibancada. É trabalho de canto: orientar durante as lutas, ler adversário, corrigir no intervalo entre um combate e outro, e responder tecnicamente não só pelos atletas da casa, mas pelos judocas paulistas que estiverem sob a sua responsabilidade em Macapá.
Tricampeão mundial de veteranos e mais de quarenta anos formando atleta, o sensei resumiu assim o que aquela quinta-feira significa:
"Para o Davi e para a Lídia, viver esta experiência é algo único na vida. Os dois estão disputando o Sub-13 no primeiro ano e já estão aqui. E não dá pra esquecer os outros atletas do Judô Honda que também teriam plena capacidade de estar aqui — o Miguel, o Lucas, a Clara, o Davi Catarina — e que com certeza estarão no ano que vem. Ainda tem o Lorenzzo e o Heitor, no primeiro ano do Sub-11, trabalhando muito forte pra estar entre os melhores."
— Sensei Sergio Honda
Vale registrar os nomes que ele citou, porque eles dizem muito sobre o momento do dojô: Miguel Marciani Salerno, Lucas Miranda Tsuji, Clara da Costa Silva e Davi Luis Catarina — e, no primeiro ano do Sub-11, Lorenzzo Pereira Lopes da Silva e Heitor Pereira Lopes da Silva.
Uma seleção estadual não se forma com dois atletas de sorte. Se forma quando existe fila de gente boa atrás — e é exatamente isso que o Honda tem hoje.
O que é — e por que importa — um treino aberto de preparação
Antes de um Campeonato Brasileiro, cada federação junta os atletas que classificou e coloca todo mundo no mesmo tatame. Parece simples. Não é.
Durante o ano inteiro, esses atletas foram adversários entre si. Disputaram o Paulista, a Copa São Paulo, os regionais, as seletivas. Alguns se enfrentaram em finais. No treino aberto, eles viram equipe — vestem o mesmo uniforme, treinam juntos, aprendem uns com os outros e passam a torcer pelo mesmo dorsal.
Para quem é da base, o ganho é duplo:
- Técnico — randori com parceiros de outro nível, outro biotipo, outra pegada. Quem treina sempre no mesmo dojô se acostuma com os mesmos oponentes. No CAT, cada troca é uma variável nova.
- De vivência — é o primeiro contato com a rotina de seleção: concentração, uniforme oficial, chefe de delegação, viagem longe dos pais, responsabilidade de representar um estado inteiro.
Doze entidades no mesmo tatame
O treino reuniu atletas de doze entidades do estado de São Paulo:
Sesi SP Campinas · Centro Olímpico · Judô Penha · Judô Chibana · Associação Mercadante de Judô · Judô Honda Indaiatuba · Tucuruvi · Paineiras · Meninos de Ouro · Sesi Santo André · Associação de Judô Namie · Umino Sports (Cesário Lange)
Vale olhar essa lista com atenção. Ali estão centros de treinamento da capital, clubes tradicionais com estrutura de alto rendimento e projetos com dezenas de atletas em tempo integral.
No meio deles, o Judô Honda — um dojô que sustenta o próprio trabalho. Sem verba pública. Com famílias que bancam cada viagem, um sensei que forma atleta há mais de quarenta anos, e uma estrutura de comunicação e acompanhamento construída pelo próprio dojô: site atualizado, cobertura de cada competição, ficha e histórico de todos os atletas, análise de adversários antes de cada campeonato. É um trabalho que vem se aprimorando a cada temporada e hoje está entre os mais completos do judô brasileiro — porque a mesma exigência que se cobra no tatame vale fora dele.
A entrega dos uniformes
Durante o encontro, a Federação Paulista entregou aos campeões paulistas o uniforme oficial da seleção, com patrocínio da Shihan Kimonos. É a peça que os atletas vão vestir em Macapá — o mesmo dorsal SP que a Lídia já havia estreado no Kangueiko de Aguaí.
O presidente da FPJ, Henrique Guimarães, falou aos atletas sobre a importância de disputar um Brasileiro nessa fase da formação, e agradeceu a presença dos pais. Detalhe que combina com a data: a medalha de prata dele em Atlanta 1996 completa 30 anos neste sábado, 25 de julho. Quem entregou o uniforme sabe exatamente onde esse caminho pode chegar.
O chefe de delegação de São Paulo em Macapá será Alex Russo, delegado da 1ª Delegacia da Capital.
O sensei e seus atletas

Tem uma imagem que se repete há décadas no Judô Honda: o sensei de pé, na borda do tatame, olhando o treino. Ele já esteve dos dois lados — o de quem compete e o de quem forma quem compete.

Nenhum atleta chega a uma seleção estadual sozinho. Chega porque alguém corrigiu a mesma entrada quinhentas vezes, insistiu no detalhe do pé de apoio, remarcou o treino quando a semana apertou e foi junto até São Paulo numa quinta-feira à noite.

Ao fundo, os painéis do CAT: Chiaki Ishii, bronze em Munique 1972 e a primeira medalha olímpica do judô brasileiro; Aurélio Miguel; Rogério Sampaio; Henrique Guimarães. É sob esses retratos que a base paulista treina — e a mensagem do lugar é direta.
O que vem agora: Macapá
O Campeonato Brasileiro Sub-13 Individual acontece de 31 de julho a 2 de agosto de 2026, no Ginásio de Esportes de Macapá (AP). É a maior competição de base do judô nacional: cada federação leva sua seleção, e cada seleção leva quem já provou dentro do estado.
O Judô Honda vai representado assim:
- Lídia Sayuri Tsuji Palma — categoria -48 kg, aos 11 anos, no primeiro ano do Sub-13. Bicampeã paulista, chega com uma chave cheia: 32 atletas, sem byes, o que significa lutar desde a primeira rodada.
- Davi Von Ah Camargo — categoria -66 kg, classificado pelo vice-campeonato paulista Sub-13, em uma chave com 17 adversários.
- Sensei Sergio Honda — entre os dez técnicos da delegação paulista.
A Lídia e o Davi já têm cada um a sua história de temporada contada aqui no site — vale a leitura antes do fim de semana da competição.
O que fica desta quinta-feira
Um treino aberto não distribui medalha. Não sai resultado, não muda ranking, ninguém sobe no pódio.
Mas é ali que um atleta de onze anos entende, pela primeira vez, que o judogi dele agora tem um estado inteiro nas costas — e que existe uma diferença entre lutar por si e representar. Essa ficha, quando cai cedo, muda a carreira.
Na quinta-feira, dois atletas e um sensei do Judô Honda estavam nesse tatame. No fim do mês, os três estarão em Macapá — os dois de judogi, o terceiro no canto, fazendo o que faz há mais de quarenta anos.
Boa sorte, Lídia. Boa sorte, Davi. Bom trabalho, Sensei. O Judô Honda inteiro vai estar torcendo. 🥋
Informações do treino aberto de preparação: Federação Paulista de Judô. Fotos: acervo Judô Honda.