Vinícius Akira Pinto no Módulo de Fundamentos Técnicos: mais um passo rumo à faixa preta
Nos dias 04 e 05 de julho de 2026, o judoca Vinícius Akira Pinto cumpriu uma das etapas obrigatórias para o exame de faixa preta: o Módulo de Fundamentos Técnicos da 15ª Delegacia Regional da FPJ. Patrícia Mitiko Tsuji Pinto — mãe do Vinícius e judoca do Honda — foi uke nos dois dias. Sensei Sergio Honda esteve presente no domingo.
Enquanto a delegação competidora do Judô Honda Indaiatuba encerrava a semana no tatame da 2ª Copa Internacional de Aguaí, um outro capítulo importante da temporada estava sendo escrito noutro lugar. Nos dias 4 e 5 de julho de 2026, o judoca Vinícius Akira Pinto participou de uma etapa obrigatória rumo ao maior objetivo da sua trajetória: a faixa preta.
Foi o Módulo de Fundamentos Técnicos promovido pela 15ª Delegacia Regional da Federação Paulista de Judô — dois dias intensos de conteúdo técnico, teórico e prático que todo candidato ao exame de faixa preta precisa cursar.
O que é o Módulo de Fundamentos Técnicos
O Módulo de Fundamentos Técnicos é um dos requisitos obrigatórios para quem pretende prestar o exame de Shodan (1º Dan · faixa preta) dentro da estrutura da Federação Paulista de Judô. Sem ele, o atleta simplesmente não pode se inscrever no exame — mesmo com todo o tempo de tatame, todas as vitórias e todo o histórico técnico.
O conteúdo cobre fundamentos técnicos do repertório clássico do judô — as bases que o candidato precisa saber demonstrar sem hesitação diante da banca examinadora: nage-waza (projeções), ne-waza (chão), kata, etiqueta de tatame e a cultura formal que envolve a graduação. É um filtro necessário — porque a faixa preta, no judô, não é apenas um resultado competitivo. É uma responsabilidade.
O Vinícius atualmente é faixa marrom. É a última faixa colorida antes da preta — a graduação que anuncia que o judoca já domina o repertório, mas precisa fechar formalmente esse ciclo para receber o Shodan.
Uma família na mesma passagem

Ao lado do Vinícius (à esquerda, faixa marrom) e do Sensei Sergio Honda (ao centro, faixa preta) aparece Patricia Mitiko Tsuji Pinto — à direita, faixa verde. Patrícia não é só judoca do Honda: é mãe do Vinícius. E foi ela quem, durante os dois dias, assumiu o papel de uke do próprio filho — a pessoa que recebe a técnica para que o candidato possa demonstrar cada golpe.
Não existe demonstração de fundamento técnico sem uke competente. É o uke que dá pega, que se posiciona certo, que aceita a projeção, que segura o ritmo. Sem ele, o candidato não tem como mostrar nada. E o Vinícius fez todos os dois dias do módulo com a mãe do outro lado do kimono.
É uma daquelas cenas que resumem o que o Honda tem de mais bonito: família e dojo se confundem, o aprendizado é transmitido nos dois sentidos, e cada passo importante da carreira de um atleta acontece com quem sempre esteve por perto.
Sábado: Sensei Honda dividido
No sábado, dia 4 de julho, o Sensei Sergio Honda estava em Aguaí — como responsável técnico, acompanhando cada luta dos atletas Honda na 2ª Copa Internacional de Judô de Aguaí. Cinco atletas, cinco categorias, cinco pontuações no placar do dia. O trabalho pedia a presença dele lá — e lá ele ficou.
Isso significa que, no primeiro dia do módulo, o Vinícius trabalhou sem o Sensei presente fisicamente ao lado. Mas trabalhou com a Patrícia como uke, com toda a base técnica do dojo já internalizada nas décadas de treino, e com o repertório que a metodologia do Honda foi consolidando ao longo dos anos.

Vinícius entrando um golpe durante o módulo — momento técnico, com uke posicionado e outros candidatos observando de perto.
Domingo: Sensei presente desde o primeiro momento
Já no domingo, dia 5 de julho, com a Copa Aguaí encerrada e a delegação a caminho de casa, o Sensei Sergio Honda esteve presente no módulo desde o primeiro momento. Do começo ao fim — acompanhando o Vinícius, orientando quando necessário, observando, aprovando.

Sensei Sergio Honda e Patrícia Mitiko Tsuji Pinto no ginásio durante o domingo do Módulo — ao fundo, outros candidatos participantes da mesma edição.
Esse duplo acompanhamento — Patrícia como uke técnica e Sensei Honda como orientador — é a assinatura Honda nesse tipo de passagem. Não se caminha sozinho rumo à faixa preta no nosso dojo. Cada etapa importante tem quem estivera antes ao lado da pessoa.
O que vem pela frente
Com o Módulo de Fundamentos Técnicos concluído, o Vinícius agora tem um dos requisitos obrigatórios cumpridos no calendário rumo ao exame da faixa preta ainda este ano. Faltam os demais requisitos técnicos, o exame propriamente dito, os katas exigidos, e o momento em que a banca examinadora vai olhar tudo o que ele construiu ao longo dos anos e decidir se o Shodan é agora.
O Judô Honda Indaiatuba caminha ao lado do Vinícius nessa passagem — como sempre caminhou.
Parabéns, Vinícius, por mais um passo bem dado. Parabéns, Patricia, pela dupla dedicação — no tatame como judoca e no papel de uke ao lado do próprio filho. E parabéns ao Sensei Sergio Honda, que consegue estar em dois lugares diferentes na mesma semana e faz cada um deles pesar como se fosse o único.