Balanço do Brasileiro Sub-13: o último dia em Macapá e São Paulo campeã geral
Balanço do Campeonato Brasileiro Sub-13 2026: como foi o último dia em Macapá, o 7º lugar do Davi Von Ah, o título da Lídia Sayuri no sábado, a estreia do Sensei Sergio Honda como técnico da seleção paulista e São Paulo campeã geral no masculino e no feminino.
O Campeonato Brasileiro Sub-13 Individual 2026 se encerrou no domingo, 2 de agosto, no Ginásio Poliesportivo do IFAP, em Macapá (AP). Dois dias de competição, o Brasil inteiro dentro do mesmo ginásio e, no fim, os dois troféus de campeã geral por equipes para a seleção paulista, no masculino e no feminino.
O Judô Honda Indaiatuba saiu de lá com o melhor saldo da história do dojô em competição nacional: uma campeã brasileira, um atleta entre os sete melhores do país e o Sensei Sergio Honda estreando como técnico oficial da seleção paulista em Brasileiro.

Davi, Sensei Sergio Honda e Lídia com as medalhas e os troféus de campeã por equipes.
Como foi o último dia
O domingo começou cedo. Pesagem aleatória das 8h15 às 8h45, combates do feminino -52 kg e -57 kg e do masculino -60 kg e -66 kg a partir das 9h, e a segunda leva de categorias entrando no tatame às 10h. Previsão de encerramento às 15h, com a premiação por equipes no fim da tarde.
Foi o dia do Davi Von Ah Camargo, que só tinha conhecido a própria chave na noite anterior: pesagem oficial sábado, entre 16h e 16h30, e sorteio às 18h30, transmitido pela Zempo e pela CBJ TV. Dezoito atletas no -66 kg, um por federação estadual, estreia contra o representante do Paraná.
O Davi terminou o campeonato em 7º lugar nacional, no primeiro ano dele na categoria. É a colocação que entra na ficha técnica, mas a parte que fica é outra: dorsal SP nas costas, pesagem oficial, ginásio cheio, adversário que ele nunca tinha visto e um dia inteiro de concentração. Aos onze anos, ele já sabe como funciona o ambiente que decide o judô de base no Brasil.
No dia anterior, no sábado, a Lídia Sayuri Tsuji Palma tinha fechado a participação dela com cinco lutas e cinco vitórias no -48 kg, na chave mais cheia do feminino, com 33 atletas de 21 unidades da federação. Campeã brasileira Sub-13, também no primeiro ano na categoria. A campanha completa, luta por luta, está nesta matéria.
O Sensei Honda como técnico da seleção paulista
Este foi o primeiro Campeonato Brasileiro em que o Sensei Sergio Honda atuou oficialmente como técnico da seleção paulista, entre os dez técnicos escalados pela Federação Paulista de Judô para conduzir a delegação do estado no Amapá.
A diferença entre acompanhar os próprios alunos e assumir uma seleção estadual é grande. Como técnico da FPJ, ele respondeu tecnicamente também por atletas de outras entidades paulistas que ficaram sob a responsabilidade dele durante os dois dias, e passou o campeonato inteiro no canto do tatame, de manhã à tarde, luta atrás de luta.
Coaching em Brasileiro de base é trabalho de segundos: ler o adversário no início do combate, ajustar a pegada no intervalo, decidir quando o atleta segura e quando acelera e manter a cabeça no lugar nas lutas que se decidem no placar, entre yuko e shido. A Lídia passou por duas dessas, semifinal e final, e venceu as duas. É onde o canto pesa mais.
Tricampeão mundial de veteranos e mais de quarenta anos formando atleta em Indaiatuba, o sensei acumulou nesses dois dias uma função que ele já exercia na prática há muito tempo, agora com o crachá oficial da federação no pescoço.

Sensei Sergio Honda, Sensei Suellen Chibana e Sensei Alex Russo com os troféus de campeã geral.
São Paulo campeã geral, nos dois gêneros
A Federação Paulista fechou o Brasileiro Sub-13 em primeiro lugar geral no masculino e no feminino. São Paulo leva sempre uma das maiores delegações do país, mas título geral não é consequência automática de tamanho: a pontuação vem de somar colocação em muitas categorias ao mesmo tempo, o que exige que cada atleta entregue o máximo da própria chave e que a comissão técnica dê conta de acompanhar todo mundo, em vários tatames simultâneos, durante dois dias.
Foi um resultado construído por dezenas de atletas de doze entidades do estado, com dez técnicos no canto e a estrutura de delegação montada pela federação. O Judô Honda entrou nessa conta com dois atletas e um técnico.

Parte dos medalhistas dos dois dias e dos senseis presentes em Macapá.
O que fica para o dojô
O Judô Honda Indaiatuba não é potência olímpica nem tem pretensão de virar uma da noite para o dia. É um dojô de bairro, sustentado pelo trabalho das próprias famílias, com treino terça e quinta. Ainda assim, voltou de um Campeonato Brasileiro com:
- a primeira campeã brasileira Sub-13 formada integralmente na casa
- um atleta entre os sete melhores do país, na estreia da categoria
- um sensei estreando como técnico oficial da seleção paulista em Brasileiro
- e os dois troféus de campeã geral conquistados por São Paulo
Vale registrar também o que não apareceu no pódio: os atletas que ficaram em Indaiatuba e sustentam o nível dos treinos, as famílias que bancaram passagem e hospedagem para o outro extremo do país, e os anos de trabalho que antecedem qualquer resultado nacional.

Os dois troféus de primeiro lugar, masculino e feminino, nas mãos do sensei.
O trabalho continua
Na terça-feira os treinos voltam, no dojô da Cidade Nova II, 18h. A Lídia volta como qualquer outra aluna, o Davi também, o sensei também. A medalha de campeã brasileira fica em casa, e no tatame o aquecimento vai ser o mesmo de sempre.
É assim que funciona no judô sério: a conquista celebra, mas não define. O que define é a terça-feira seguinte.
Parabéns, time Honda. Parabéns, Sensei. História nova no livro do dojô. 🥋
Judô Honda Indaiatuba Rua Alagoas, ao lado do nº 90, Cidade Nova II Terça e quinta · 18h às 21h WhatsApp (19) 99425-7881